domingo, 25 de outubro de 2009

Prelúdio.

Prelúdio.
Parte 2.

Yu-me o início.

- tisc, tisc, tisc! - resmungava um garoto deitado sobre a grama verde e úmida!
- mais problemas envolvendo civis, o que eles querem deste mundo a não ser a destruição?! O mundo jamais foi o mesmo desde o dia em que as cortinas que o guardavam foram totalmente abertas, de onde veio todo esse desejo, esta sede? Já não serão poucos os mortos envolvidos em problemas e segredos.
Referia-se a greve criada a pouco tempo, onde toda a população pedia melhorias para a vida, e chegará a clamar para os grandes homens de bem que pusessem outros olhos sobre o destino desta lugar, outrora sorriam, agora choravam, e as dores não se acalmariam assim, todos precisavam entrar em um só consenso!
- como se isso pudesse vingar (sentido de evoluir, crescer)- pensou ironicamente consigo - o difícil não é gritar e clamar, sentar frente as residências de lideres, ou atear fogo em suas almas, - isso não é um jogo, ou pelo menos assim penso eu, a realidade é diferente e demasiada frustrante de toda a imaginação e distração criada pela nossa mente, pelos nossos sonhos e ideais, nós estamos em meio ao caos e talvez uma guerra civil impossível de ser contida com algumas palavras de representantes de um só estado, isso está além de toda e qualquer compreensão, tornou-se agora uma desejo utópico re-organizar este pedaço de chão, tisc... -
- Espere!- disse a mente instantaneamente a ele- Não são eles que estão em meio ao caos, você deve olhar atentamente ao seu redor, ao invés de continuar deitado sobre esta grama...
- você está no meio deste caos, apenas você, porque não foca a visão uma única vez para o lado certo? - impossível, a sua segunda personalidade acordado e voltado a ativa sem nenhum aviso.mordeu então o seu lábio inferior de tamanha maneira que sentia o sangue correr livremente sobre sua boca, o sabor do sangue agora era mais poderoso que qualquer outra coisa e a dor estava presa meio a seus pensamentos.
- hun, ENTÃO...Eu estou parado meio a este caos, e este caos paira sobre estes ossos velhos - olhar apreensivo - tisc, eu estou em meio a desgraça humana, você diz! porém, eu continuo deitado aqui, olhando para o céu e imaginando como eu poderia ser realmente livre destas complicações humanas e em certos pontos, não humanas, no mundo dos homens de grande poder, tudo sempre foi motivo para guerras, e eu sou um minúsculo ponto de sujeira em seu terno, o poder deles sobre tudo é incalculável, eles desejam tudo, eles compram tudo, eles destroem tudo, e estes mesmos se dão o direito de alfinetar aquilo que nós devemos desejar!

Yu-me, era o seu nome e fora dado por um velho homem, um camponês daquelas redondezas que por acaso havia encontrado-o, sua situação naquele dia não era a melhor, além de descrente sobre seu destino estava morto de fome e desgastado pela falta de ajuda daquela população, O velho seguro de sua escolha, carregou-o até a sua casa e o fez comer e beber, deu-lhe o que vestir, tratava-o como filho, como um filho que desaparecerá e apenas após anos passados resolvera aparecer e de surpresa alegrar o pai, e realmente o fazia, por todo o tempo ajudava seu "Pai", mesmo sem laços sanguíneos, afirmavam-se como "pai e filho"! Dizia não à sobrenomes e não a seu passado, ambos desconhecidos, ambos ignorados, com toda ajuda de seu pai, aquilo que existiu antes foi esquecido com vigor e força por yu-me, no entanto, nunca foi revelado a ele, o porque deste nome um tanto estranho! talvez diferente, a todos se apresentava desta forma:
"chame-me de Yu Me, este é meu nome, e nada além disto, não preciso responder de onde vim, ou para onde vou, diz respeito só a mim e a meu desejo de faze-lo"
o próprio jamais desejara respostas, estava tudo muito bem daquela forma, tudo corria corretamente, como a correnteza de águas em um riacho claro e límpido,
A vida Naquela cidade era como em qualquer outra cidade movida pela força do campo, cuidar das terras, ajudar a construir abrigos para os desamparados, conversar frente ao grande rio que cercava a cidade, e no final da tarde observar o crepúsculo de uma forma descontraída e sonhadora, como aqueles jovens, afinal também fazia parte deste rótulo, era jovem e sonhava como todos os outros.

- Um pôr-do-sol estranho, tisc, nem o sangue que escorre de minha boca é tão vermelho quanto a essa estrela frente a meus olhos, talvez o olho desta galáxia seja este sol, e ele sangra, e faz com que o mundo sangue junto dele e sinta a sua dor - respiração alterada - como se os dias de hoje, se tornassem obscuros e a procura de vítimas, e este sol talvez tenha aderido a idéia, estes dias são temidos, eu os temo do fundo de meu coração, isso é o prelúdio dos dias de sangue que caíram sobre esta e todas as outras terras, hm!
o dia continuou a "Morrer" como ele mesmo nomeou o cair da tarde e nascer da noite, mas os pensamentos de Yu-me se intensificaram a ponto do próprio não perceber que horas já haviam se passado e ele continuará deitado.
Com a cabeça fervendo viu um garoto correr por algumas ruas gritando, e anunciando, era o jornaleiro local, que não vendia notícias, dava-as para quem deseja-se recebe-las
"A barcaça foi destruída, e casas incendiadas, este é o início do que nós viemos temendo este tempo todo, os lideres desta cidade recusaram-se a aceitar o tratado e as medidas desta vez serão drásticas".
o jornaleiro era apenas um garoto de dez anos, chamava-se Dimitrios,e era incumbido pelo seu tio-avô, a carregar as notícias o mais rápido possível, jamais omitindo qualquer fato da população!

Yu-me continuou deitado, e então palavras começaram a sair subitamente de sua boca, formando frases e disseres que naquela hora se eternizariam entre grilos e mariposas que estavam por perto
as palavras foram assim ditas:

Mundo...pequeno ponto em um universo nunca explorado, poluído e destruído, povoado por milhares e milhares de humanos, humanóides, robôs, e lixos orgânicos, neste mundo existem muitas relações existências que acarretam a auto destruição por meios conhecidos por assassinos e não assassinos de branco, todo e qualquer humano não deverá demonstrar a sua verdadeira visão sobre as leis e justiça impostas neste e em qualquer outro lugar, aceitar é o maior dom concedido a este mundo e nenhum erro ou discórdia é aceitada de forma amigável!
sanatório de homens sãos início da destruição o início de um novo mundo controlado por homens que vestem ternos de ouro e fazem da justiça apenas uma mera palavra de um dicionário escrito por homens que caem ao lado das palavras que supostamente proferem diante da angústia e desolação, o cemitério dos vivos está congestionado e a terra dos homens é cultivada pelos mortos.
Ruas,vielas, estradas, sarjetas, calçadas cheias de pessoas que cultivam o silêncio chamado mais uma vez de justiça, que agora escorre em bueiros juntando-se ao sangue dos que se foram, assassinados na última noite de verão, a claridão da lua aumentou apenas a gana e desejo de matar e a calçada marcada com os dentes e partes interiores foi lavada, marcando apenas mais um passo sujo da humanidade, o fator que destrói, e aumenta a dor daqueles que já não podem gritar
"o esquecimento total".

falava sem parar, em momentos como este parecia mostrar certo desprezo para a necessidade de tomar fôlego para a continuação sua explicação e visão.

-Não relembrar, não voltar atrás em memórias, a dor deverá ser esquecida, e em momento algum deve-se voltar no tempo, e cutucar aquelas feridas que foram curadas com mentiras, e lavadas com o mesmo sangue dos inocentes que caíram um após o outro, em terrenos diversos em dias comuns, o único sentimento que leva todos ao mesmo barco nos tempos de hoje e sempre, é o ódio que pode unir vingadores, e então reagir diante a putrefação deste mundo, e não temer o poder dos megeros que compraram suas passagens para um lugar distante de onde só observarão as batalhas dos pequenos que em tudo não conseguem enxergar os verdadeiros males deste mundo, pudera... eles não tem os mesmos olhos que estes, eles não entendem as mínimas coisas como este, e por mais que algum dia conseguissem, jamais abririam suas bocas, ou pegariam em uma pena para escrever, apenas esperam!
e a espera mata!
Quantos foram os que nos dias de hoje deixaram de acreditar na justiça por fatos que comprovaram que o verdadeiro sentido da justiça fora obstruído? quantos são os que em malícia usam e abusam das palavras corretas para obter mais ganhos sobre seus castelos de areia? desde quando um humano passa a acreditar em palavras escritas em nuvens de sujeira se não agora? O quanto eles desejaram desaparecer para não sofrerem com as conseqüências deste lugar?
UM mundo certamente perfeito que cai a cada dia mais, pela sua própria perfeição, fora amaldiçoado e seus ideais enegrecidos, sem qualquer explicação o mundo seguiu seu próprio caminho, e sendo assim...

...definhou-se e o que sobrou foram apenas memórias..
memórias da justiça cega!
Porem neste mundo o alvorecer chegará e com ele novos ideais e pensamentos sem sombras, é o que nos carrega ao incerto mas evolutivo caminho, o alvorecer carregará toda a dor do coração e de mentes perturbadas, não dirão as brilhantes mentes para que não chorem, para que não clamem, pois quando este dia chegar, existiram mais traidores do que justos, mais pensadores mortos do que homens de poder religioso, assim como o mundo foi, assim o mundo é, a guerra chegará em sua casa, e não será física ou mental...
Quando o verdadeiro momento aparecer, eles deverão erguer suas cabeças, para que elas sejam decapitadas ou coroadas com a mais brilhante e bela coroa da justiça.

Neste momento, Yu-me levantou-se e interrompeu o raciocínio mesmo a contra gosto, procurou forças para enxergar além do que se podia ver!
com o rosto coberto de um suor frio e indesejado, balbuciou:
"F...fogo"
As casas estavam queimando, uma por uma, sem exceções, não havia gritos, nem murmúrios, tudo estava calmo, a não ser pelo barulho que as chamas produziam ao queimar a madeira e outras coisas mais, caminhou até sua casa, esta era um pouco afastada do vilarejo, e sendo assim, estava escondida e guardada contra os opressores.
- Por sorte eles não encontram-na, muita sorte eu diria, seria alguma armadilha? onde estavam os aldeões, cidadãos, ou qualquer que sejam estes? o porque de todas as coisas serem incendiadas, mesmo após um anúncio assim, jornais mentem ou deveriam mentir, o mundo é uma mentira, eu não devo acreditar que algo ruim aconteceu aqui.


De dentro da casa ecoou um grito alto e de fazer o mais forte dos homens suar frio, de onde estava, Yu-me esperava atento, aquele grito era de alguém conhecido por ele, mas o grito fora distorcido por outros barulhos totalmente imperceptíveis em outras horas, o medo intensifica tudo e eleva o temor ao seu extremo, quando sua guarda está baixa, as chances de se perder se tornam muito maiores, de dentro casa o silêncio agora reinava!
o barulho de alguma coisa rolando pelo chão chegou ao ouvido agora poderoso de yu-me, e o terror tomara conta dele...

- Uma ca...beç - engoliu em seco, faltavam palavras para explicar o que sentia ali, naquele momento além de terror e agonia, é claro, fixou seus olhos sobre a cabeça que rolava, parando frente a ele, aquele nariz, cabelos, olhos, ele os reconhecia certamente, com toda a certeza...
-Este é...
-ESTE É.. - disse, e mesmo que tentasse gritar, não poderia, e mesmo que pudesse correr não o faria, a cena que marcaria toda a sua existência, estava frente a ele, e manchada de sangue a grande faixa talvez dizia a ele "não ultrapasse".


Este é o me..










Tsuku-yomi.

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