Prelúdio.
Parte 2.
Yu-me o início.
- tisc, tisc, tisc! - resmungava um garoto deitado sobre a grama verde e úmida!
- mais problemas envolvendo civis, o que eles querem deste mundo a não ser a destruição?! O mundo jamais foi o mesmo desde o dia em que as cortinas que o guardavam foram totalmente abertas, de onde veio todo esse desejo, esta sede? Já não serão poucos os mortos envolvidos em problemas e segredos.
Referia-se a greve criada a pouco tempo, onde toda a população pedia melhorias para a vida, e chegará a clamar para os grandes homens de bem que pusessem outros olhos sobre o destino desta lugar, outrora sorriam, agora choravam, e as dores não se acalmariam assim, todos precisavam entrar em um só consenso!
- como se isso pudesse vingar (sentido de evoluir, crescer)- pensou ironicamente consigo - o difícil não é gritar e clamar, sentar frente as residências de lideres, ou atear fogo em suas almas, - isso não é um jogo, ou pelo menos assim penso eu, a realidade é diferente e demasiada frustrante de toda a imaginação e distração criada pela nossa mente, pelos nossos sonhos e ideais, nós estamos em meio ao caos e talvez uma guerra civil impossível de ser contida com algumas palavras de representantes de um só estado, isso está além de toda e qualquer compreensão, tornou-se agora uma desejo utópico re-organizar este pedaço de chão, tisc... -
- Espere!- disse a mente instantaneamente a ele- Não são eles que estão em meio ao caos, você deve olhar atentamente ao seu redor, ao invés de continuar deitado sobre esta grama...
- você está no meio deste caos, apenas você, porque não foca a visão uma única vez para o lado certo? - impossível, a sua segunda personalidade acordado e voltado a ativa sem nenhum aviso.mordeu então o seu lábio inferior de tamanha maneira que sentia o sangue correr livremente sobre sua boca, o sabor do sangue agora era mais poderoso que qualquer outra coisa e a dor estava presa meio a seus pensamentos.
- hun, ENTÃO...Eu estou parado meio a este caos, e este caos paira sobre estes ossos velhos - olhar apreensivo - tisc, eu estou em meio a desgraça humana, você diz! porém, eu continuo deitado aqui, olhando para o céu e imaginando como eu poderia ser realmente livre destas complicações humanas e em certos pontos, não humanas, no mundo dos homens de grande poder, tudo sempre foi motivo para guerras, e eu sou um minúsculo ponto de sujeira em seu terno, o poder deles sobre tudo é incalculável, eles desejam tudo, eles compram tudo, eles destroem tudo, e estes mesmos se dão o direito de alfinetar aquilo que nós devemos desejar!
Yu-me, era o seu nome e fora dado por um velho homem, um camponês daquelas redondezas que por acaso havia encontrado-o, sua situação naquele dia não era a melhor, além de descrente sobre seu destino estava morto de fome e desgastado pela falta de ajuda daquela população, O velho seguro de sua escolha, carregou-o até a sua casa e o fez comer e beber, deu-lhe o que vestir, tratava-o como filho, como um filho que desaparecerá e apenas após anos passados resolvera aparecer e de surpresa alegrar o pai, e realmente o fazia, por todo o tempo ajudava seu "Pai", mesmo sem laços sanguíneos, afirmavam-se como "pai e filho"! Dizia não à sobrenomes e não a seu passado, ambos desconhecidos, ambos ignorados, com toda ajuda de seu pai, aquilo que existiu antes foi esquecido com vigor e força por yu-me, no entanto, nunca foi revelado a ele, o porque deste nome um tanto estranho! talvez diferente, a todos se apresentava desta forma:
"chame-me de Yu Me, este é meu nome, e nada além disto, não preciso responder de onde vim, ou para onde vou, diz respeito só a mim e a meu desejo de faze-lo"
o próprio jamais desejara respostas, estava tudo muito bem daquela forma, tudo corria corretamente, como a correnteza de águas em um riacho claro e límpido,
A vida Naquela cidade era como em qualquer outra cidade movida pela força do campo, cuidar das terras, ajudar a construir abrigos para os desamparados, conversar frente ao grande rio que cercava a cidade, e no final da tarde observar o crepúsculo de uma forma descontraída e sonhadora, como aqueles jovens, afinal também fazia parte deste rótulo, era jovem e sonhava como todos os outros.
- Um pôr-do-sol estranho, tisc, nem o sangue que escorre de minha boca é tão vermelho quanto a essa estrela frente a meus olhos, talvez o olho desta galáxia seja este sol, e ele sangra, e faz com que o mundo sangue junto dele e sinta a sua dor - respiração alterada - como se os dias de hoje, se tornassem obscuros e a procura de vítimas, e este sol talvez tenha aderido a idéia, estes dias são temidos, eu os temo do fundo de meu coração, isso é o prelúdio dos dias de sangue que caíram sobre esta e todas as outras terras, hm!
o dia continuou a "Morrer" como ele mesmo nomeou o cair da tarde e nascer da noite, mas os pensamentos de Yu-me se intensificaram a ponto do próprio não perceber que horas já haviam se passado e ele continuará deitado.
Com a cabeça fervendo viu um garoto correr por algumas ruas gritando, e anunciando, era o jornaleiro local, que não vendia notícias, dava-as para quem deseja-se recebe-las
"A barcaça foi destruída, e casas incendiadas, este é o início do que nós viemos temendo este tempo todo, os lideres desta cidade recusaram-se a aceitar o tratado e as medidas desta vez serão drásticas".
o jornaleiro era apenas um garoto de dez anos, chamava-se Dimitrios,e era incumbido pelo seu tio-avô, a carregar as notícias o mais rápido possível, jamais omitindo qualquer fato da população!
Yu-me continuou deitado, e então palavras começaram a sair subitamente de sua boca, formando frases e disseres que naquela hora se eternizariam entre grilos e mariposas que estavam por perto
as palavras foram assim ditas:
Mundo...pequeno ponto em um universo nunca explorado, poluído e destruído, povoado por milhares e milhares de humanos, humanóides, robôs, e lixos orgânicos, neste mundo existem muitas relações existências que acarretam a auto destruição por meios conhecidos por assassinos e não assassinos de branco, todo e qualquer humano não deverá demonstrar a sua verdadeira visão sobre as leis e justiça impostas neste e em qualquer outro lugar, aceitar é o maior dom concedido a este mundo e nenhum erro ou discórdia é aceitada de forma amigável!
sanatório de homens sãos início da destruição o início de um novo mundo controlado por homens que vestem ternos de ouro e fazem da justiça apenas uma mera palavra de um dicionário escrito por homens que caem ao lado das palavras que supostamente proferem diante da angústia e desolação, o cemitério dos vivos está congestionado e a terra dos homens é cultivada pelos mortos.
Ruas,vielas, estradas, sarjetas, calçadas cheias de pessoas que cultivam o silêncio chamado mais uma vez de justiça, que agora escorre em bueiros juntando-se ao sangue dos que se foram, assassinados na última noite de verão, a claridão da lua aumentou apenas a gana e desejo de matar e a calçada marcada com os dentes e partes interiores foi lavada, marcando apenas mais um passo sujo da humanidade, o fator que destrói, e aumenta a dor daqueles que já não podem gritar
"o esquecimento total".
falava sem parar, em momentos como este parecia mostrar certo desprezo para a necessidade de tomar fôlego para a continuação sua explicação e visão.
-Não relembrar, não voltar atrás em memórias, a dor deverá ser esquecida, e em momento algum deve-se voltar no tempo, e cutucar aquelas feridas que foram curadas com mentiras, e lavadas com o mesmo sangue dos inocentes que caíram um após o outro, em terrenos diversos em dias comuns, o único sentimento que leva todos ao mesmo barco nos tempos de hoje e sempre, é o ódio que pode unir vingadores, e então reagir diante a putrefação deste mundo, e não temer o poder dos megeros que compraram suas passagens para um lugar distante de onde só observarão as batalhas dos pequenos que em tudo não conseguem enxergar os verdadeiros males deste mundo, pudera... eles não tem os mesmos olhos que estes, eles não entendem as mínimas coisas como este, e por mais que algum dia conseguissem, jamais abririam suas bocas, ou pegariam em uma pena para escrever, apenas esperam!
e a espera mata!
Quantos foram os que nos dias de hoje deixaram de acreditar na justiça por fatos que comprovaram que o verdadeiro sentido da justiça fora obstruído? quantos são os que em malícia usam e abusam das palavras corretas para obter mais ganhos sobre seus castelos de areia? desde quando um humano passa a acreditar em palavras escritas em nuvens de sujeira se não agora? O quanto eles desejaram desaparecer para não sofrerem com as conseqüências deste lugar?
UM mundo certamente perfeito que cai a cada dia mais, pela sua própria perfeição, fora amaldiçoado e seus ideais enegrecidos, sem qualquer explicação o mundo seguiu seu próprio caminho, e sendo assim...
...definhou-se e o que sobrou foram apenas memórias..
memórias da justiça cega!
Porem neste mundo o alvorecer chegará e com ele novos ideais e pensamentos sem sombras, é o que nos carrega ao incerto mas evolutivo caminho, o alvorecer carregará toda a dor do coração e de mentes perturbadas, não dirão as brilhantes mentes para que não chorem, para que não clamem, pois quando este dia chegar, existiram mais traidores do que justos, mais pensadores mortos do que homens de poder religioso, assim como o mundo foi, assim o mundo é, a guerra chegará em sua casa, e não será física ou mental...
Quando o verdadeiro momento aparecer, eles deverão erguer suas cabeças, para que elas sejam decapitadas ou coroadas com a mais brilhante e bela coroa da justiça.
Neste momento, Yu-me levantou-se e interrompeu o raciocínio mesmo a contra gosto, procurou forças para enxergar além do que se podia ver!
com o rosto coberto de um suor frio e indesejado, balbuciou:
"F...fogo"
As casas estavam queimando, uma por uma, sem exceções, não havia gritos, nem murmúrios, tudo estava calmo, a não ser pelo barulho que as chamas produziam ao queimar a madeira e outras coisas mais, caminhou até sua casa, esta era um pouco afastada do vilarejo, e sendo assim, estava escondida e guardada contra os opressores.
- Por sorte eles não encontram-na, muita sorte eu diria, seria alguma armadilha? onde estavam os aldeões, cidadãos, ou qualquer que sejam estes? o porque de todas as coisas serem incendiadas, mesmo após um anúncio assim, jornais mentem ou deveriam mentir, o mundo é uma mentira, eu não devo acreditar que algo ruim aconteceu aqui.
De dentro da casa ecoou um grito alto e de fazer o mais forte dos homens suar frio, de onde estava, Yu-me esperava atento, aquele grito era de alguém conhecido por ele, mas o grito fora distorcido por outros barulhos totalmente imperceptíveis em outras horas, o medo intensifica tudo e eleva o temor ao seu extremo, quando sua guarda está baixa, as chances de se perder se tornam muito maiores, de dentro casa o silêncio agora reinava!
o barulho de alguma coisa rolando pelo chão chegou ao ouvido agora poderoso de yu-me, e o terror tomara conta dele...
- Uma ca...beç - engoliu em seco, faltavam palavras para explicar o que sentia ali, naquele momento além de terror e agonia, é claro, fixou seus olhos sobre a cabeça que rolava, parando frente a ele, aquele nariz, cabelos, olhos, ele os reconhecia certamente, com toda a certeza...
-Este é...
-ESTE É.. - disse, e mesmo que tentasse gritar, não poderia, e mesmo que pudesse correr não o faria, a cena que marcaria toda a sua existência, estava frente a ele, e manchada de sangue a grande faixa talvez dizia a ele "não ultrapasse".
Este é o me..
Tsuku-yomi.
domingo, 25 de outubro de 2009
Prelúdio
"Prelúdio" Parte 1.
[diário ->]...Num tempo não tão distante de hoje, onde as coisas não eram tão diferentes das de hoje em dia, o vento batia na janela como sempre, ecoando sons estranhos que me assustavam tanto quando criança, e os corredores de madeira perto da lareira da sala, que alias há muito tempo não é usada. Esse país é quente demais para lareiras, as praias são a distração, e os clubes são anestesias vibrantes aos problemas de sempre, a terra da mesmice, e os jovens, que deveriam ser a parte mais leve daqui, parecem se esforçar tanto para demonstrarem tal bem-estar.
De manha, quando os animais ainda dormem, algumas corujas cercam o quintal, e derrubam muitas frutas da cerejeira da vizinha, enquanto outros deles visitam a janela do quarto do andar de cima.
E bem como nas coisas normais, existem alem de coisas boas, as que não são tão boas, pessoas que perderam a vontade de cantar, de cuidar dos campos e de cultivar alguns sentimentos que eles mesmos classificam como corretos. Políticos e burocráticos,
Hipócritas e ambiciosos, maliciosos, como sempre. E sem contar as injustiças, as fatalidades se multiplicando e povos calados, seguindo ideologias, e esquecendo os questionamentos...[<- diário]
O despertador toca, já passava das 6 da manha, quando era interrompido a inspiração para escrever de KAITA, que assustado foca seu olhar no relógio e confirma o horário, já era tempo de parar, dentro de uma hora seu dia como adulto começaria, a faculdade de física, às 7, período integral, o que não lhe permitia horário para empregos convencionais, era o mais talentoso entre os colegas e o menos interessado por ventura.
Ao perceber que teria que sair resmungou:
- Mais um dia! E já passaram 5 anos, e os números não parecem explicar as coisas com tanta firmeza quanto antes. [Kaita]
Empilhou seus livros, fazendo questão de manter seu diário no topo, organizou-os na bolsa e a manteve no quarto e dirigiu-se a cozinha, terminou de comer e voltou ao quarto, equipou-se com a bolsa e saiu, a caminhar.
Caminhando no curso da faculdade, olhou o sol a nascer, e deslumbrado suspirou e continuou.
Chegando ao prédio seu colega empolgado se aproximou dizendo:
- Ei, Kai, hoje é o grande dia, logo mais vou apresentar minha tese, eu vou falar sobre buracos negros, o que acha!? [perguntou Robert].
E sem muito animo responde:
- Interessante, tenho certeza que vai se sair bem! [Kaita].
Ainda animado, Robert desferiu uma segunda pergunta:
- Tomara! E você sobre que vai falar!? [Robert].
-Eu não tenho certeza se vou apresentá-lo, o próprio professor parece não se interessar pelo assunto que eu escolhi. [Kai].
-Você é realmente muito pessimista, me diga sobre o que você fez a sua tese? [Robert].
-Sobre a força...[Kai].
Quando o toque do sinal os interrompeu, era hora de entrar, no entanto, Kai percebeu o sorriso irônico de seu colega, que parecia menosprezar também o tal tema. Kai caminhou devagar, deixando-o prosseguir a frente, ele não era uma companhia estimada por Kai.
Já na sala após as apresentações, chegou à vez de Kai apresentar, e foi chamado pelo professor. Kai levantou-se com as folhas da sua tese e entregou-a, e voltou ao seu assento, deixando seu professor boquiaberto:
- Sr. Jones, o que significa isso? [perguntou o professor].
-Não significa nada, leia a tese você mesmo! [Kai].
-Então eu lhe informar que seu esforço será desconsiderado, uma vez que sua apresentação é descartada sua tese terá o mesmo destino. [Professor].
- Tanto faz. [Kai].
Resposta essa que deixou o professor insatisfeito, e inquieto, e já aos gritos exclamou:
- Você que era o orgulho da universidade, não tem o direito de agir dessa forma, você estuda aqui desde os seus 13 anos, era considerado o gênio da sua cidade, porem assim que engrenou nas aulas, se mostrou o menos interessado...[professor, sendo interrompido]
Kai levantou-se e caminhando em direção a porta ressalvou:
-Não termine senhor, a sua resposta já não me interessa mais, a sua cobrança me constrange, ai esta o que eu tenho a apresentar, não vai ser uma nota ou um diploma que ira me distanciar dos meus estudos, muito menos uma colocação grosseira como essa! [Kai].
- Como o orgulho do estado pode ter caído tanto, você a decepção do colégio![professor]
Já com a Mao esquerda na maçaneta, naquele instante, Kai refletiu, parecia ver claramente o que lhe causou tal desanimo. E por um segundo o silencio pairou no recinto.
- A física... que vocês popularizaram é uma decepção! [exclamou Kai, já fechando a porta]
E La estava ele caminhando novamente, porem, dessa vez, sem rumo:
Refletiu:
‘foram 5 anos, trabalhando com a força, entendendo-a, elevando-a ao nível supra-humano, e tudo que eles conseguem é julgá-la como fantasiosa, eu não entendo quando os homens fecharam seus olhos às coisas novas, as coisas que ainda não foram descobertas... Esses 5 anos me provaram que todas as matérias, metodologias, todas elas são limitadas. E que o homem a aceita, o porquê eu ainda não fui capaz de desvendar.
Estudar a força me fez entende-la e acima de tudo admira-la, e eu considero desperdício negá-la ou substituí-la por conceitos mastigados. ’
Distraído olhou para o horizonte, e viu a mesma sena de mais cedo, porem em estado reverso:
‘ O morrer do sol. O alvorecer e o crepúsculo, dois conceitos de beleza equivalentes, assim como o a luz e a escuridão, que não aceitam interpretações, o alvorecer é como a força, evolutivo, e presente como a esperança. O crepúsculo é como o comodismo, o fim, o não-excepcional. São apenas escolhas ‘
E sorrio, diante da bifurcação dos seus conceitos. Partiu na direção do apartamento que a universidade lhe concedia para manter seus estudos. Ao chegar sentiu-se nostálgico, lembrando o quão interessante foram seus dias, explorando a força, entendendo-a.
Juntou suas coisas, encheu sua bolsa com elas, e foi até a porta. Olhou para trás e percebeu que deixara seus livros para trás.
- Perto do que eu descobri, a física foi ofuscada...! [Kai]
Saiu, trancou a porta, e deixou a chave com o porteiro.
Já na rodoviária, esperava o ônibus para sua cidade natal, no interior. Logo o ônibus chegou, porem, lhe pesava os pensamentos de outrora, diante do crepúsculo, e do alvorecer. Uma escolha lhe pressionava, Kai apenas esperou. Sem uma resposta definitiva, percebeu ao lado do seu ônibus, outro, que tinha como destino a capital do país, lugar que Kaita considerava o covil da injustiça dali, e logo uma resposta lhe cercava:
‘Se eu voltar, nada mudará, o meu esforço se resumiu em folhas que não serão lidas, a capital é imensa, meu crescimento depende dos meus próximos passos..’
Antes de concluir seu pensamento, já estava dentro do veiculo que partia para a capital.
Após 3 horas de viagem, estava ele na capital, e antes mesmo de procurar um abrigo, adentrou a biblioteca nacional, o maior arsenal dos livros do continente.
E leu três dos livros mais conceituados da atualidade, no curto espaço de tempo de 3 dias, sem dormir nem fraquejar. Ao terminar se sentiu triste, pois ainda encontrava muitas falhas, muitas teorias sem confirmação, o que o desanimou profundamente da física e confirmou o que ele mesmo teorizava em sua tese.
‘eletricidade, vento, gravidade, tudo se resume ao mesmo conceito de força, algo primitivo, obtido antes de qualquer forma, antes da luz, do impacto, a base de tudo, eu me orgulho de confirmar, que se resume à força, ainda assim, sendo tão valioso e tão presente, é possível encontrá-la em todos os simples movimentos. A força é a base, e ela é gratuita, e fica escondida em cada ser microscópico, ou melhor, em cada ausência ou presença de vida... a força é de fato TUDO. Porem mesmo compreendendo-a ela não parece ser manipulável, apesar de conseguirmos usá-las a todo momento, o simples fato de refletirmos informações e transformar-las em movimento muscular, é uma demonstração de manipulação da mesma. Movimento é força, movimentar energia vital talvez...’
Enquanto refletia estendeu sua mão direita, quando os livros empilhados foram jogados ao chão, sem contato direto...
- Eureca! [exclamou Kai sorrindo].
Ao sair da sala de estudos da biblioteca, se deparou com a cidade, imensa, e movimentada, lembrou nesse instante o quanto desamparado estava ali, mais isso ainda não lhe parecia um problema, porem, algo ainda maior lhe perturbou naquele momento, uma pergunta.
- Como usar isso em prol da justiça!? [se pergunto em baixo tom]
Olhou para o céu, quando começava a chover, e sorrio, caminhando sem direção novamente. Parecia ter-lhe destrancado uma resposta.
Kuragari No Ga.
[diário ->]...Num tempo não tão distante de hoje, onde as coisas não eram tão diferentes das de hoje em dia, o vento batia na janela como sempre, ecoando sons estranhos que me assustavam tanto quando criança, e os corredores de madeira perto da lareira da sala, que alias há muito tempo não é usada. Esse país é quente demais para lareiras, as praias são a distração, e os clubes são anestesias vibrantes aos problemas de sempre, a terra da mesmice, e os jovens, que deveriam ser a parte mais leve daqui, parecem se esforçar tanto para demonstrarem tal bem-estar.
De manha, quando os animais ainda dormem, algumas corujas cercam o quintal, e derrubam muitas frutas da cerejeira da vizinha, enquanto outros deles visitam a janela do quarto do andar de cima.
E bem como nas coisas normais, existem alem de coisas boas, as que não são tão boas, pessoas que perderam a vontade de cantar, de cuidar dos campos e de cultivar alguns sentimentos que eles mesmos classificam como corretos. Políticos e burocráticos,
Hipócritas e ambiciosos, maliciosos, como sempre. E sem contar as injustiças, as fatalidades se multiplicando e povos calados, seguindo ideologias, e esquecendo os questionamentos...[<- diário]
O despertador toca, já passava das 6 da manha, quando era interrompido a inspiração para escrever de KAITA, que assustado foca seu olhar no relógio e confirma o horário, já era tempo de parar, dentro de uma hora seu dia como adulto começaria, a faculdade de física, às 7, período integral, o que não lhe permitia horário para empregos convencionais, era o mais talentoso entre os colegas e o menos interessado por ventura.
Ao perceber que teria que sair resmungou:
- Mais um dia! E já passaram 5 anos, e os números não parecem explicar as coisas com tanta firmeza quanto antes. [Kaita]
Empilhou seus livros, fazendo questão de manter seu diário no topo, organizou-os na bolsa e a manteve no quarto e dirigiu-se a cozinha, terminou de comer e voltou ao quarto, equipou-se com a bolsa e saiu, a caminhar.
Caminhando no curso da faculdade, olhou o sol a nascer, e deslumbrado suspirou e continuou.
Chegando ao prédio seu colega empolgado se aproximou dizendo:
- Ei, Kai, hoje é o grande dia, logo mais vou apresentar minha tese, eu vou falar sobre buracos negros, o que acha!? [perguntou Robert].
E sem muito animo responde:
- Interessante, tenho certeza que vai se sair bem! [Kaita].
Ainda animado, Robert desferiu uma segunda pergunta:
- Tomara! E você sobre que vai falar!? [Robert].
-Eu não tenho certeza se vou apresentá-lo, o próprio professor parece não se interessar pelo assunto que eu escolhi. [Kai].
-Você é realmente muito pessimista, me diga sobre o que você fez a sua tese? [Robert].
-Sobre a força...[Kai].
Quando o toque do sinal os interrompeu, era hora de entrar, no entanto, Kai percebeu o sorriso irônico de seu colega, que parecia menosprezar também o tal tema. Kai caminhou devagar, deixando-o prosseguir a frente, ele não era uma companhia estimada por Kai.
Já na sala após as apresentações, chegou à vez de Kai apresentar, e foi chamado pelo professor. Kai levantou-se com as folhas da sua tese e entregou-a, e voltou ao seu assento, deixando seu professor boquiaberto:
- Sr. Jones, o que significa isso? [perguntou o professor].
-Não significa nada, leia a tese você mesmo! [Kai].
-Então eu lhe informar que seu esforço será desconsiderado, uma vez que sua apresentação é descartada sua tese terá o mesmo destino. [Professor].
- Tanto faz. [Kai].
Resposta essa que deixou o professor insatisfeito, e inquieto, e já aos gritos exclamou:
- Você que era o orgulho da universidade, não tem o direito de agir dessa forma, você estuda aqui desde os seus 13 anos, era considerado o gênio da sua cidade, porem assim que engrenou nas aulas, se mostrou o menos interessado...[professor, sendo interrompido]
Kai levantou-se e caminhando em direção a porta ressalvou:
-Não termine senhor, a sua resposta já não me interessa mais, a sua cobrança me constrange, ai esta o que eu tenho a apresentar, não vai ser uma nota ou um diploma que ira me distanciar dos meus estudos, muito menos uma colocação grosseira como essa! [Kai].
- Como o orgulho do estado pode ter caído tanto, você a decepção do colégio![professor]
Já com a Mao esquerda na maçaneta, naquele instante, Kai refletiu, parecia ver claramente o que lhe causou tal desanimo. E por um segundo o silencio pairou no recinto.
- A física... que vocês popularizaram é uma decepção! [exclamou Kai, já fechando a porta]
E La estava ele caminhando novamente, porem, dessa vez, sem rumo:
Refletiu:
‘foram 5 anos, trabalhando com a força, entendendo-a, elevando-a ao nível supra-humano, e tudo que eles conseguem é julgá-la como fantasiosa, eu não entendo quando os homens fecharam seus olhos às coisas novas, as coisas que ainda não foram descobertas... Esses 5 anos me provaram que todas as matérias, metodologias, todas elas são limitadas. E que o homem a aceita, o porquê eu ainda não fui capaz de desvendar.
Estudar a força me fez entende-la e acima de tudo admira-la, e eu considero desperdício negá-la ou substituí-la por conceitos mastigados. ’
Distraído olhou para o horizonte, e viu a mesma sena de mais cedo, porem em estado reverso:
‘ O morrer do sol. O alvorecer e o crepúsculo, dois conceitos de beleza equivalentes, assim como o a luz e a escuridão, que não aceitam interpretações, o alvorecer é como a força, evolutivo, e presente como a esperança. O crepúsculo é como o comodismo, o fim, o não-excepcional. São apenas escolhas ‘
E sorrio, diante da bifurcação dos seus conceitos. Partiu na direção do apartamento que a universidade lhe concedia para manter seus estudos. Ao chegar sentiu-se nostálgico, lembrando o quão interessante foram seus dias, explorando a força, entendendo-a.
Juntou suas coisas, encheu sua bolsa com elas, e foi até a porta. Olhou para trás e percebeu que deixara seus livros para trás.
- Perto do que eu descobri, a física foi ofuscada...! [Kai]
Saiu, trancou a porta, e deixou a chave com o porteiro.
Já na rodoviária, esperava o ônibus para sua cidade natal, no interior. Logo o ônibus chegou, porem, lhe pesava os pensamentos de outrora, diante do crepúsculo, e do alvorecer. Uma escolha lhe pressionava, Kai apenas esperou. Sem uma resposta definitiva, percebeu ao lado do seu ônibus, outro, que tinha como destino a capital do país, lugar que Kaita considerava o covil da injustiça dali, e logo uma resposta lhe cercava:
‘Se eu voltar, nada mudará, o meu esforço se resumiu em folhas que não serão lidas, a capital é imensa, meu crescimento depende dos meus próximos passos..’
Antes de concluir seu pensamento, já estava dentro do veiculo que partia para a capital.
Após 3 horas de viagem, estava ele na capital, e antes mesmo de procurar um abrigo, adentrou a biblioteca nacional, o maior arsenal dos livros do continente.
E leu três dos livros mais conceituados da atualidade, no curto espaço de tempo de 3 dias, sem dormir nem fraquejar. Ao terminar se sentiu triste, pois ainda encontrava muitas falhas, muitas teorias sem confirmação, o que o desanimou profundamente da física e confirmou o que ele mesmo teorizava em sua tese.
‘eletricidade, vento, gravidade, tudo se resume ao mesmo conceito de força, algo primitivo, obtido antes de qualquer forma, antes da luz, do impacto, a base de tudo, eu me orgulho de confirmar, que se resume à força, ainda assim, sendo tão valioso e tão presente, é possível encontrá-la em todos os simples movimentos. A força é a base, e ela é gratuita, e fica escondida em cada ser microscópico, ou melhor, em cada ausência ou presença de vida... a força é de fato TUDO. Porem mesmo compreendendo-a ela não parece ser manipulável, apesar de conseguirmos usá-las a todo momento, o simples fato de refletirmos informações e transformar-las em movimento muscular, é uma demonstração de manipulação da mesma. Movimento é força, movimentar energia vital talvez...’
Enquanto refletia estendeu sua mão direita, quando os livros empilhados foram jogados ao chão, sem contato direto...
- Eureca! [exclamou Kai sorrindo].
Ao sair da sala de estudos da biblioteca, se deparou com a cidade, imensa, e movimentada, lembrou nesse instante o quanto desamparado estava ali, mais isso ainda não lhe parecia um problema, porem, algo ainda maior lhe perturbou naquele momento, uma pergunta.
- Como usar isso em prol da justiça!? [se pergunto em baixo tom]
Olhou para o céu, quando começava a chover, e sorrio, caminhando sem direção novamente. Parecia ter-lhe destrancado uma resposta.
Kuragari No Ga.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
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